Genocídio negros nas comunidades

O termo “genocídio” vai além da violência física direta, manifestando-se também pelo uso da mídia, que tem o poder de manipular a opinião pública e estigmatizar essas periferias, que, embora formalmente reconhecidas como “comunidades”, enfrentam ódio e negligência social.

Por Cleidilson Santana Galiza.
Um exemplo significativo é a cidade de Salvador, que apresenta altas taxas de homicídio entre jovens negros e moradores de periferias, essa realidade ilustra como interesses geopolíticos e um individualismo exacerbado contribuem para a marginalização e a violência, a falta de proteção estatal combinada com abusos do estado além do racismo reforça um sistema de repressão que favorece uma minoria à custa da maioria marginalizada.
A busca por ascensão social nas comunidades periféricas é descrita como um processo complexo, esse processo é marcado pela internalização de valores negativos e alienantes impostos por um sistema opressor, a necessidade de aceitação e a busca por padrões eurocêntricos, juntamente com rivalidades internas e a vigilância constante da figura branca de poder, aprisionam os negros em uma luta incessante pela sobrevivência, além da alienação religiosa, que também se configura como uma forma de violência estrutural.
As religiões de matriz africana, como o candomblé, enfrentam a repressão e frequentemente sendo demonizadas em contraste pelo domínio do cristianismo, herança do período colonial que continua a impactar as periferias, onde práticas religiosas africanas são estigmatizadas.

Cleidilson Santana Galiza: graduando em História, professor de ensino fundamental, ativista social e membro do grupo de pesquisa “Genocídios e Colonialismo de assentamento – Ásia Ocidental, África e América” do NEPAI-UFBa

O artigo completo:

Cleidilson Santana Galiza. Genocídio negro nas comunidades

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